Mês: maio 2020

  • Tecnologia sustentável: 9 formas em que a inovação reduz o impacto ambiental!

    Tecnologia sustentável deixou de ser um nicho de mercado para se tornar uma necessidade urgente. Cada vez mais, a inovação busca soluções que reduzem o consumo de recursos naturais, diminuem a emissão de poluentes e prolongam a vida útil dos produtos. A boa notícia é que muitas dessas tecnologias já estão disponíveis.

    Neste guia, você vai conhecer 9 maneiras pelas quais a tecnologia está ajudando o planeta. Com elas, você pode fazer escolhas mais conscientes no seu dia a dia.

    Confira 9 formas em que a tecnologia sustentável reduz o impacto ambiental

    1. Produtos com design modular (fácil reparo, menos lixo eletrônico)

    A ideia de sustentabilidade ultrapassou o segmento ambiental tradicional e se espalhou por categorias diversas do mercado. Fabricantes de calçados passaram a usar poliéster reciclado, marcas de eletrônicos adotaram embalagens sem plástico e até produtos de nicho como o vaporizador de ervas secas começaram a incorporar materiais recicláveis em sua composição, além de projetos modulares que permitem reparo em vez de substituição completa do aparelho.

    A tecnologia sustentável do design modular permite que você troque apenas a peça quebrada (bateria, tela, conector de carregamento, ventoinha) em vez de jogar o aparelho inteiro fora. Isso reduz drasticamente o lixo eletrônico. Marcas como Fairphone (smartphones) e Framework (notebooks) são pioneiras nesse modelo.

    Grandes fabricantes como Samsung e Apple já oferecem programas de reparo e venda de peças oficiais, mas ainda há muito a evoluir. Prefira produtos que tenham manual de reparo disponível e peças de reposição acessíveis.

    2. Eletrônicos com classificação de eficiência energética (ENERGY STAR)

    Aparelhos eletrônicos consomem energia mesmo em modo de espera (standby). A classificação ENERGY STAR (ou PROCEL no Brasil) indica que o produto atende a padrões rigorosos de eficiência energética. Geladeiras, TVs, computadores, monitores e carregadores com esse selo consomem até 50% menos energia.

    A tecnologia sustentável por trás desses selos envolve componentes mais eficientes, fontes de alimentação com fator de potência corrigido e modos de suspensão mais profundos. Trocar uma geladeira antiga (15 anos) por uma nova com selo PROCELL pode reduzir a conta de luz em 30% a 40%.

    Ao comprar qualquer eletrodoméstico ou eletrônico, procure pelo selo. O custo inicial um pouco maior se paga em menos de 2 anos pela economia de energia.

    3. Baterias de íon-lítio com maior ciclo de vida e reciclabilidade

    Baterias são o componente que mais limita a vida útil de celulares, notebooks e carros elétricos. A tecnologia sustentável avançou para criar baterias que suportam mais ciclos de carga (ex: 800 ciclos em vez de 300) e que utilizam materiais menos tóxicos.

    Novas químicas como LFP (lítio-ferro-fosfato) não usam cobalto (material extraído em condições de trabalho análogas à escravidão no Congo) e têm vida útil maior. Programas de reciclagem de baterias recuperam até 95% do lítio, cobalto e níquel para reutilização.

    Ao descartar um aparelho com bateria, leve a um ponto de coleta (lojas de eletrônicos, cooperativas de reciclagem). Nunca jogue no lixo comum.

    4. Embalagens sem plástico e com conteúdo reciclado

    Plástico de uso único é um dos maiores poluentes dos oceanos. A tecnologia sustentável em embalagens inclui bioplásticos (feitos de cana-de-açúcar, mandioca ou milho), papelão certificado FSC (florestas manejadas), almofadas de amido de milho (que dissolvem em água) e fitas de papel (em vez de plástico).

    Grandes empresas já adotam: Amazon (embalagens sem plástico na Europa), Apple (caixas 100% de fibra renovável), Samsung (uso de papel reciclado pós-consumo). Ao comprar online, prefira lojas que usam embalagens sustentáveis.

    Se você recebe um produto com muito plástico, reclame com a empresa nas avaliações. A pressão do consumidor acelera a mudança.

    5. Eletrônicos com software de gerenciamento de energia

    O software também pode ser sustentável. Smartphones, notebooks e smart TVs têm modos de economia de energia que reduzem o desempenho do processador quando não é necessário, diminuem o brilho da tela automaticamente e suspendem apps em segundo plano.

    A tecnologia sustentável de software aprende seus hábitos: se você não usa o notebook depois das 22h, ele entra em modo de suspensão profunda. Se você carrega o celular sempre à noite, ele ativa o carregamento inteligente (carrega até 80% e completa perto do horário de acordar).

    Ative as opções de economia de energia do seu dispositivo. Você ganha bateria e reduz o consumo de eletricidade.

    6. Eletrônicos com certificação de reparabilidade (índice de reparo)

    A França foi o primeiro país a obrigar fabricantes de eletrônicos a exibir um “índice de reparabilidade” (de 0 a 10), que avalia a facilidade de desmontagem, disponibilidade de peças, preço das peças e qualidade da documentação técnica.

    A tecnologia sustentável baseada em reparo é uma mudança de paradigma. Na prática, quanto maior o índice, mais fácil e barato é consertar. Marcas como Fairphone tiram nota 9; Apple e Samsung tiram entre 5 e 7, dependendo do modelo.

    No Brasil, esse índice ainda não é obrigatório, mas você pode pesquisar reviews técnicos (iFixit, canal TechTudo) antes de comprar.

    7. Maior durabilidade via atualizações de software por muitos anos

    Um aparelho que dura mais não precisa ser substituído, gerando menos lixo eletrônico. A tecnologia sustentável aqui envolve o compromisso do fabricante de fornecer atualizações de segurança e sistema operacional por longos períodos.

    Exemplo: iPhones recebem atualizações por 6 a 7 anos. Samsung e Google: 4 a 5 anos para modelos topo de linha. Marcas genéricas: 2 anos ou menos. Ao comprar, pesquise quantos anos de atualização o fabricante promete.

    Além disso, prefira aparelhos com processador rápido o suficiente para não ficar obsoleto em 2 anos. O famoso “não vou comprar o topo de linha porque é caro” pode resultar em um celular lento e substituído mais cedo.

    8. Carregadores com eficiência de conversão acima de 90%

    Carregadores comuns (os que vêm na caixa) têm eficiência típica de 70% a 80%. Isso significa que 20% a 30% da energia que sai da tomada se perde na forma de calor. Carregadores com certificação de eficiência (nível VI, por exemplo) têm eficiência acima de 88%, chegando a 92% nos melhores.

    A tecnologia sustentável em carregadores usa componentes semicondutores de nitreto de gálio (GaN), que são mais eficientes e muito menores (metade do tamanho dos carregadores tradicionais). Carregadores GaN esquentam menos e desperdiçam menos energia.

    Troque seus carregadores antigos por modelos GaN (marcas: Anker, Ugreen, Baseus, Samsung, Apple). Além de mais sustentáveis, carregam mais rápido.

    9. Eletrônicos com materiais reciclados pós-consumo

    Plástico reciclado de garrafas PET, alumínio reciclado, terras raras recuperadas de baterias velhas. A tecnologia sustentável permite que um novo laptop contenha até 40% de plástico reciclado, um novo smartphone até 20% de materiais reciclados, e uma nova TV até 30% de alumínio reciclado.

    Apple (MacBooks com alumínio 100% reciclado, iPhones com terras raras recicladas), Dell (laptops com plástico reciclado de garrafas), Samsung (Galaxy com material reciclado de redes de pesca) são exemplos.

    Ao comprar, verifique na embalagem ou site do fabricante o percentual de material reciclado. Prefira quem tem metas claras. Você vota com o bolso por um planeta mais limpo.

  • Como reduzir impostos na importação? 9 recomendações!

    Reduzir impostos na importação é objetivo de qualquer empresa que traz produtos do exterior. O Brasil tributa importação com Imposto de Importação (II), IPI, PIS, COFINS e ICMS.

    A soma pode ultrapassar 60% do valor do produto. No entanto, existem mecanismos legais para reduzir essa carga, desde que você conheça as brechas corretas.

    Neste artigo, você encontrará nove recomendações práticas para pagar menos impostos. Acompanhe!

    Confira 9 recomendações para reduzir impostos na importação

    1. Utilize o regime de Drawback

    O Drawback suspende ou elimina tributos na importação de insumos. Eles são usados para fabricar produtos destinados à exportação.

    Para reduzir impostos na importação, a empresa precisa se cadastrar na Receita Federal. O processo é burocrático, mas a economia pode chegar a 100% dos tributos devidos.

    O Drawback é ideal para indústrias que exportam parte de sua produção. O Brasil é um dos países que mais utiliza esse mecanismo. Acesse benefx.com.br e saiba mais!

    2. Solicite Ex-Tarifário para máquinas

    O Ex-Tarifário reduz o Imposto de Importação de máquinas e equipamentos sem similar nacional. A alíquota do II cai de 14% para apenas 2%.

    Para reduzir impostos na importação, é necessário comprovar que o produto não é fabricado no Brasil. Uma consultoria especializada pode acelerar a aprovação.

    A economia é enorme, especialmente em máquinas de alto valor. O processo exige estudo técnico detalhado.

    3. Utilize o regime de Admissão Temporária

    Bens que entram no país para ficar por prazo determinado pagam tributos reduzidos. Equipamentos para feiras, eventos ou testes são exemplos.

    Para reduzir impostos na importação, os tributos são calculados proporcionalmente ao tempo de permanência. Se o bem ficar 3 meses, paga-se 25% do imposto.

    A Receita exige garantia (caução ou seguro). Ao reexportar dentro do prazo, os tributos são zerados.

    4. Classifique corretamente o produto (NCM)

    Um erro na classificação fiscal (NCM) pode significar pagar 20% onde poderia pagar 10% ou 0%. Produtos similares têm alíquotas diferentes.

    Para reduzir impostos na importação, contrate um classificador experiente. A economia de 5% em uma importação de R$ 500 mil já paga o custo anual da consultoria.

    A NCM correta é o primeiro passo para qualquer planejamento tributário. Não subestime a importância da classificação.

    5. Verifique acordos internacionais

    O Brasil tem acordos de redução tarifária com Mercosul, Chile, México, Colômbia, Peru e União Europeia. O produto precisa de certificado de origem.

    Para reduzir impostos na importação, importar do Uruguai pode ter imposto menor que importar da China. A origem da mercadoria define a alíquota aplicável.

    Muitos importadores pagam imposto cheio por desconhecimento. A verificação prévia economiza milhares de reais.

    6. Importe por trader com regime especial

    Um trader (empresa de trading) já possui regime especial aprovado pela Receita. Eles têm processos mais ágeis e estrutura de compliance.

    Para reduzir impostos na importação, pequenos importadores se beneficiam da escala do trader. O custo da operação compartilhada é menor que fazer tudo sozinho.

    O trader rateia custos administrativos entre vários clientes. A tributação pode ser otimizada via planejamento estruturado.

    7. Utilize o regime de REPETRO

    O REPETRO é regime específico para o setor de petróleo e gás. Ele suspende tributos na importação de bens para exploração marítima.

    Para reduzir impostos na importação, o setor de óleo e gás tem vantagens únicas. O regime é essencial para manter a competitividade do Brasil.

    Empresas de outros setores não podem usar o REPETRO. Quem atende fornecedores do setor pode se beneficiar indiretamente.

    8. Escolha o porto com ICMS mais baixo

    Diferentes estados têm diferentes formas de cálculo do ICMS importação. O tributo é devido ao estado onde ocorre o desembaraço aduaneiro.

    Para reduzir impostos na importação, despachar em um porto de um estado com benefício pode economizar 4% a 5% do valor. Alguns estados oferecem incentivos fiscais.

    O planejamento do local de desembaraço é uma estratégia lícita e eficaz. Consulte um contador especializado antes de decidir.

    9. Retifique NCM de importações passadas

    Revise operações antigas. Se descobrir que classificou incorretamente, solicite restituição de tributos pagos a maior nos últimos 5 anos.

    Para reduzir impostos na importação de forma retroativa, abra processo administrativo na Receita Federal. A restituição pode abater tributos de importações futuras.

    Muitas empresas deixam dinheiro na mesa. Uma auditoria na classificação NCM de operações antigas pode gerar créditos significativos. Até a próxima!